quarta-feira, 25 de abril de 2018

Consumo de carne vermelha aumenta em 60% o risco de doenças cardiovasculares



Para quem gosta de saborear um delicioso bife, tenho uma notícia não muito agradável; a proteína da carne está associada a um aumento acentuado do risco de doença cardíaca, enquanto a proteína de nozes e sementes é benéfica para o coração humano.

Um estudo conduzido por pesquisadores na Califórnia e na França descobriu que a proteína da carne está associada a um aumento acentuado do risco de doença cardíaca, enquanto a proteína de nozes e sementes é benéfica para o coração humano.

Intitulado "Os padrões de ingestão de proteína vegetal e animal estão fortemente associados à mortalidade cardiovascular: a coorte Adventist Health Study-2", o estudo foi um projeto conjunto de pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Loma Linda na Califórnia e AgroParisTech e Institut National de la Recherche Agronomique em Paris, França.

O estudo, que foi publicado on-line hoje pelo International Journal of Epidemiology , descobriu que pessoas que consumiram grandes quantidades de proteína da carne experimentaram um aumento de 60% nas doenças cardiovasculares (DCV), enquanto pessoas que consumiram grandes quantidades de proteína de nozes e sementes experimentou uma redução de 40% nas DCV.

O estudo, que incluiu dados de mais de 81 mil participantes, é uma das poucas vezes em que fontes detalhadas de proteína animal foram examinadas em conjunto com a gordura animal em uma grande investigação. Gary Fraser, MB ChB, PhD, da Universidade de Loma Linda, e François Mariotti, PhD, da AgroParisTech e do Institut National de la Recherche Agronomique, atuaram como principais pesquisadores.

"Embora as gorduras alimentares façam parte da história ao afetar o risco de doenças cardiovasculares, as proteínas também podem ter efeitos independentes importantes e amplamente ignorados sobre o risco", disse Fraser. Ele acrescentou que ele e seus colegas há muito suspeitam que incluir nozes e sementes na dieta protege contra doenças cardíacas e vasculares, enquanto carnes vermelhas aumentam o risco.

Fraser acrescentou que os nutricionistas tradicionalmente olham para o que ele chamou de "gorduras ruins" em carnes e "gorduras úteis" em nozes e sementes como agentes causais. No entanto, essas novas descobertas sugerem mais. "Esta nova evidência sugere que o quadro completo provavelmente envolve também os efeitos biológicos das proteínas nesses alimentos", disse ele.

Fraser diz que a pesquisa da equipe diferiu de maneira significativa em investigações anteriores. Embora estudos anteriores tenham examinado as diferenças entre proteínas vegetais e animais, este estudo não parou em apenas duas categorias, mas optou por especificar proteína de carne e proteínas de nozes e sementes, juntamente com outras fontes alimentares importantes. "Esta pesquisa está sugerindo que há mais heterogeneidade do que apenas a categorização binária de proteína vegetal ou proteína animal", disse Fraser.

Fraser disse que o estudo deixa outras questões em aberto para mais investigações, como os aminoácidos específicos das proteínas da carne que contribuem para a DCV. Outra é se as proteínas de fontes particulares afetam os fatores de risco cardíaco, como os lipídios sanguíneos, a pressão arterial e o excesso de peso, que estão associados às DCV.

Referência

1. Marion Tharrey, François Mariotti, Andrew Mashchak, Pierre Barbillon, Maud Delattre e Gary E Fraser. Padrões de ingestão de proteína vegetal e animal estão fortemente associados à mortalidade cardiovascular: a coorte Adventist Health Study-2 . Revista Internacional de Epidemiologia , 2018;

domingo, 22 de abril de 2018

Usar antigripais por conta própria pode ser perigoso?



Com a chegada do inverno, o consumo de antigripais aumenta bastante e é comum ser feito sem a orientação médica. Estes medicamentos aliviam os sintomas de gripe e resfriados, mas devem ser utilizados com cautela por representarem certos riscos.

 Pseudoefedrina e Fenilefrina


Os princípios ativos mais perigoso dos antigripais são a Pseudoefedrina e Fenilefrina, estes ativos tem ação vasoconstritor e podem contribuir ou agravar quadros de hipertensão, elevando a pressão arterial e também descompensar doenças como as insuficiências cardíaca e coronariana. Por isso não devem ser consumidos por crianças, idosos e hipertensos.

Os principais medicamentos que tem pseudoefedrina e fenilefrina na formulação são:


- Resfenol;
- Cimegripe;
- Multigrip;
- Fluviral;
- Neolefrin;
- Tylenol Sinus e outros. 

Estes são contraindicados para portadores de pressão alta, doença cardíaca, diabetes, doença renal cronica e insuficiência hepática grave.

Anti-inflamatórios

Outro grupo de medicamentos bastante consumidos no Inverno, com efeitos colaterais potencialmente sérios, são os Anti-inflamatórios, estes medicamentos podem aumentar a pressão arterial, provocar alteração do funcionamento renal, além de poderem causar problemas gástricos como úlcera péptica. 


Portadores de doenças cardiovasculares devem ter orientação para o uso de qualquer medicação pelo potencial de agravar as suas condições de saúde ou de haver interação com as medicações que já toma.

No Inverno, para evitar ficar gripado e prevenir os problemas respiratórios é preciso, por exemplo, vacinar contra a gripe, higienizar frequentemente as mãos e manter hábitos de vida saudáveis.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Dicas para Aliviar Dor no Estômago e Azia




Ainda que azia e dor no estômago não deve ser ignorado, existem muitos procedimentos para aliviar o estômago que você pode experimentar antes de ir ao médico. Estes podem ajudar a diminuir seus sintomas e evitar problemas maiores mais tarde.

Veja algumas dicas para aliviar Azia:

- Coma refeições menores, mas com mais frequência. Um estômago cheio coloca pressão sobre o esfíncter esofágico inferior (EEI), um músculo semelhante a uma válvula que impede o ácido estomacal de se voltar para o esôfago.

- Coma de maneira lenta e relaxada. Quando a comida enche seu estômago mais rapidamente, coloca mais pressão sobre o LES.

- Permaneça em pé depois das refeições. Deitado aumenta a pressão sobre o LES, o que torna o refluxo ácido mais provável.

- Evite comer tarde da noite. Comer uma refeição ou lanche dentro de três horas para dormir pode piorar os sintomas de refluxo e azia. Deixe tempo suficiente para o estômago se esvaziar.

- Não se exercite imediatamente após as refeições. Dê tempo ao seu estômago para esvaziar; espere algumas horas depois de comer antes de se exercitar.

- Incline o tronco com uma cunha na cama. Elevar um pouco o tronco com uma almofada em forma de cunha reduz a pressão sobre o LES e pode aliviar a azia noturna.

- Não apoie a cabeça e os ombros com travesseiros, pode piorar o refluxo.

- Fique longe de bebidas carbonatadas. Eles causam arroto, o que promove o refluxo do ácido do estômago.

- Evite os alimentos que desencadeiam seus sintomas e evite-os. Alguns alimentos e bebidas aumentam a secreção ácida, retardam o esvaziamento do estômago ou afrouxam as condições do LES - que preparam o terreno para a azia. Os ofensores comuns incluem alimentos gordurosos, alimentos condimentados, tomates, alho, leite, café, chá, coca-cola, hortelã-pimenta e chocolate.

- Mastigue chiclete sem açúcar após uma refeição. Goma de mascar promove a salivação, que neutraliza o ácido, acalma o esôfago e lava o ácido de volta para o estômago. Evite sabores de hortelã-pimenta, que podem provocar azia.

- Verifique seus medicamentos. Pergunte ao seu médico ou farmacêutico se algum dos medicamentos que você toma pode piorar o refluxo ácido ou inflamar o esôfago. Por exemplo, os antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina, soltam o LES e as tetraciclinas, como a doxiciclina, podem causar inflamação esofágica.

- Perca peso se precisar. Estar acima do peso coloca mais pressão sobre o estômago (e o LES).


Se ao mudar seus hábitos alimentares e outras medidas preventivas e ainda tiver sintomas de azia, converse com seu médico. Ele pode aconselhá-lo sobre quais medicamentos será necessário para o tratamento e recomendar acompanhamento adicional, se necessário.


domingo, 8 de abril de 2018

Uso de Clonazepam, Bromazepam, Diazepam aumenta risco de desenvolver Demência


O uso de medicamentos para tratar insônia tem sido cada vez maior, os mais usados são os  benzodiazepínicos: (clonazepam, bromazepam, alprazolam, diazepam, nitrazepam); estes fármacos que a princípio só deveria ser usado por pouco tempo acaba tornando uma rotina viciante e até ressaca pode causar.

Quem faz uso de benzodiazepínicos antes de dormir pode experimentar uma espécie de ressaca no dia seguinte, sendo a tontura um sintoma característico e um dos efeitos colaterais comuns destes fármacos.

Há tempos os especialistas defendiam que os efeitos produzidos pelos benzodiazepínicos desapareciam imediatamente após o uso, no entanto, um estudo publicado pela revista BMJ sugere que o uso pode promover o desenvolvimento de demência.

Pesquisadores da França e do Canadá correlacionaram o uso dos benzodiazepínicos a um aumento significativo do risco de desenvolver Alzheimer. O estudo demonstrou que quanto maior a dose de benzodiazepínicos, maior será o risco do paciente ser diagnosticado com Alzheimer no futuro. Essa associação não é exatamente uma novidade, pois dados de pesquisas anteriores já assinalavam que o consumo de benzodiazepínicos exigia cautela. “Embora exista associação, ainda não podemos afirmar que as benzodiazepinas realmente causam a doença de Alzheimer”, adverte o Dr. Anne Fabiny, chefe do setor de geriatria em Harvard.

Os pesquisadores tomaram como base um banco de dados mantido pelo programa de seguro de saúde de Quebec. Identificou-se cerca de 2.000 homens e mulheres com mais de 66 anos que haviam sido diagnosticados com a doença de Alzheimer. Selecionaram-se, em seguida, aleatoriamente, mais de 7.000 pessoas sem a doença, as quais foram pareadas por idade e sexo com os diagnosticados. Tendo a formação dos grupos, analisaram-se as prescrições medicamentosas durante os últimos 6 anos que precederam o diagnóstico de Alzheimer.

Aqueles que fizeram uso de algum benzodiazepínico por três meses ou menos, tinham praticamente o mesmo risco de desenvolver demência em relação aos que nunca fizeram uso destes fármacos. Quando o uso é superior a três meses, no entanto, o risco de desenvolvimento de Alzheimer aumenta para 32% e, caso o uso seja continuado por mais oito meses, este número pode chegar a 84%.

Os pesquisadores são cientes de que o uso de benzodiazepínicos pode ser apenas uma forma de combater ansiedade e déficit de sono, sintomas estes que são comuns na forma precoce da doença. Sendo assim, o uso dos benzodiazepínicos poderia ser um indicador de Alzheimer e não o motivo de seu desenvolvimento.

Fonte:Health.harvard

sábado, 7 de abril de 2018

Dormir mal pode causar Diabetes



Ter noites de sono mal dormidas pode aumentar as chances para desenvolver o Diabetes sugere um estudo Universidade de Chicago (EUA), publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. De acordo com o estudo, os resultados indicam que para manter-se longe da doença não basta apenas ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente, pois dormir o suficiente também é necessário para cuidar da saúde.

O estudo avaliou cinco homens e seis mulheres, com idade na faixa dos 40 anos. Os participantes estavam um pouco acima do peso, não se exercitavam muito e dormiam, em média, oito horas por dia.

Durante dois ciclos de 14 dias, os voluntários permaneceram em um laboratório onde tiveram sua alimentação, sono e atividade cuidadosamente monitorados. Eles não foram impedidos de comer nenhum alimento, inclusive junk food, e nem foram obrigados a se exercitar. Na primeira fase do estudo, os voluntários poderiam dormir 8 horas e meia por dia. Enquanto, na segunda etapa dormiram apenas 5 horas e meia por dia.

Os resultados apontaram que os voluntários ganharam quatro quilos independentemente da quantidade de horas dormidas. O diferencial foi a capacidade de controlar o nível de açúcar no sangue. Quando dormiam menos, as taxas de açúcar no sangue eram maiores e o nível do hormônio insulina era menor, fatores que colaboram para o risco do diabetes.

Alimentos Indicados para Pessoas com Hipotireoidismo



A glândula da tireoide é responsável por regular o metabolismo, controlar praticamente cada função do organismo e interagir com todos os outros hormônios, desde a insulina até os hormônios sexuais.

As células tireoide são as únicas células do organismo que podem absorver o iodo. A glândula tireoide absorve o iodo dos alimentos – única forma de obtenção do iodo – combina-o com um aminoácido chamado tirosina e converte-o em três tipos de hormônios: triiodotironina (T3), tiroxina (T4) e diiodotironina (T2).

O T3 e o T4 são, então, liberados na corrente sanguínea para ser transportados pelo organismo onde o oxigênio e as calorias os convertem em energia.

O mal funcionamento da tireoide pode causar o hipotireoidismo, onde a glândula tireoide não produz hormônio tireoide suficiente, é o mais comum e geralmente associado à deficiência de iodo.

Alimentos Indicados para Pessoas com Tireoide Sub-ativa

Vários alimentos podem ser incluídos na dieta para pessoas com hipotireoidismo, particularmente alimentos baseados em vegetais contendo vários antioxidantes e eletrólitos, tais como sódio e potássio. 


Estes alimentos melhoram o funcionamento da Tireoide:

- Abóbora
- Pimentão
- Cenoura
- Feijão verde
- Ervilha
- Tomate
- Aipo
- Pepino
- Aspargo
- Berinjela
- Uva roxa
- Manga
- Romã
- Mirtilo
- Abacaxi
- Kiwi
- Maçã
- Frutas cítricas
- Cereja
- Damasco

Outro nutriente saudável para a tireoide é a niacina. Alguns alimentos contendo este nutriente, ainda não listados, são cordeiro e peru.

Minerais - Iodo e Selênio

Minerais como o iodo e o selênio são muito importante para o funcionamento da tireoide, sendo o Iodo o principal, ele está diretamente envolvido com o desenvolvimento do esqueleto, do cérebro e de outras partes essenciais do organismo.

O iodo é absolutamente necessário para a função tireoidiana, porém iodo em excesso (especialmente o iodo vindo de fora da alimentação) pode igualmente impactar a função tireoidiana.

É difícil superestimar a importância do iodo na prevenção de distúrbios, tais como doenças da tireoide e fibromialgia. No caso do câncer, o iodo induz a apoptose, o que significa que ele provoca a autodestruição das células.

Boas fontes de iodo são vegetais marinhos, orgânicos, iogurte feito com leite de animal criado no pasto, leite cru e orgânico de vaca criada no pasto, sal marinho celta e ovos.

O selênio, importante para a saúde da tireoide, ajuda na redução de inflamações, regula as respostas imunes e previne doenças crônicas.

É encontrado na água, no solo, no salmão pescado na forma selvagem no Alasca, nas castanhas brasileiras, em produtos lácteos, alho, cebolas, tomates e sementes de girassol.

Tirosina - Ajuda regular Tireoide


A tirosina é um aminoácido envolvido em praticamente todas as proteínas do organismo. É parte essencial da produção de diversos produtos químicos do cérebro, tais como os neurotransmissores e a dopamina, regulando hormônios como os da tireoide e, até mesmo, afetando o humor.

Poucos alimentos que contêm tirosina, como trigo e soja, não são saudáveis, especialmente para pessoas com hipotireoidismo. No entanto, diversas fontes saudáveis incluem amêndoas, bananas, salmão pescado na forma selvagem no Alasca, aves criadas ao ar livre em pasto orgânico, abacates, semente de abóbora e ovos orgânicos de aves criadas ao ar livre.

Quais Alimentos Desencadeiam Problemas na Tireoide?

Os alimentos que podem provocar problemas para a tireoide têm uma coisa em comum: eles não são reais. Conforme observado pela Mind Body Green:

“Alimentos refinados, processados, homogeneizados, pasteurizados, geneticamente modificados e artificialmente aromatizados (ou coloridos ou conservados). A chave para estabilizar o organismo, não somente encobrindo as enfermidades ou alterando os sintomas, mas realmente estabilizando o organismo, é produzir. A chave para a deterioração da saúde são os alimentos refinados, processados.”

Em particular, os seguintes alimentos, frequentemente encontrados em alimentos processados, podem ser problemáticos. Em primeiro lugar:

- Glúten: em caso de qualquer problema com a tireoide, a primeira coisa a ser eliminada é o glúten. Ele causa inflamação, mau funcionamento gastrointestinal, distúrbio da tireoide e outros problemas.

- Soja não fermentada: não importa quantas afirmações informando que produtos naturais à base de soja são saudáveis, a soja pode alterar a função hormonal, especialmente em mulheres. Uma infinidade de estudos indica que os fitoestrógenos da soja podem danificar a tireoide e causar declínios cognitivos.

- Alimentos Geneticamente Modificados (GE): alimentos geneticamente modificados podem desencadear tanto a Doença de Graves quanto a doença de Hashimoto corroendo o revestimento intestinal.

- Brominas: a bromina é um aditivo alimentar processado, prejudicial ao sistema endócrino, frequentemente encontrado na farinha usada em pães e alimentos de panificação, refrigerantes, bebidas esportivas, creme dental, enxaguante bucal, peças plásticas de computadores, estofados e pesticidas dispersados em morangos.

Uma boa alimentação desempenha grande papel no gerenciamento e, até mesmo, na reversão dos sintomas de hipotireoidismo. Como sempre, é melhor obter nutrientes através de alimentos do que através de suplementos, se possível.

Com informação de Mercola
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